
olhei-te nos olhos. sorri. nao me vistes. continuaste a escrever palavras inúteis. como "nao sonho palavras nuvens" escrevias levemente. desisti, era demasiado fraca. desisti, como sempre. a areia estava molhada, os olhos grandes de um gato qualquer que por ali passava, tinham-se fechado. o vento batia-me na cara, naquela cara pálida, que nao sabia quem era, o que fazia. mas que sabia que nao estavas la, que nao eras nada, eras tudo. tao leve se movia o meu corpo que nem dei pelos dias que percorri á tua procura. queria ouvir o piano uma unica vez, só mais uma, a ultima. mas ja era tarde demais.
com amor, maria
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